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  16. NÓS DOIS (Danniel Melo)
   
 

Os meus dedos já se foram só ficaram os seus anéis / Aqueles olhos que um dia eram sempre a ti fiéis

E tinha tudo ao seu alcance / Criados mudos, surdos, cegos / Uma civilização inteira / Esperando seus decretos

Enquanto a gente era jovem nunca vi você assim / Sempre via aquele fogo em seu olhar / Queimando em mim

Talvez um dia tudo volte / Quando mudarem os cavalos / E perceber que sua vida transformou a de um fraco

Agora não existe mais / A tal história do “nós dois” / Descanse em paz

A criatura grande e forte cuspindo fogo a toda hora / Que se voltava contra o homem / E transformava a sua história

Hoje ela vive calmamente soberana em seu castelo / Reinando sempre em minha mente / E seu sorriso ainda espero